Sentada no sofá, esperando ansiosamente o café ficar pronto, eu penso, sinto e escrevo. Não existe nome para o sentimento presente, é algo inédito. Saudade não é a palavra, também não é amor ou tristeza. Fazem o que, 2 anos? Seria muito clichê dizer que muita coisa mudou? Talvez, mas o clichê não deixa de ser verdade nesse momento. Por vezes, sinto impulsos de te deixar a par de tudo, mas imediatamente meu corpo me lembra de que você não existe mais, não aqui dentro, pelo menos. Não dói, porém a cicatriz ainda é visível, e ela é grande e feia. Feita a faca quente, e depois costurada com linha grossa e por mãos pesadas. Quando olho para a irregular cicatriz, esse sentimento sem nome se faz presente. Por vezes, a ausência parece um sonho vago e distante. Fico imaginando, se algum dia, você realmente existiu…